Poeta

Cultivou as formas poéticas tradicionais e também as de inspiração renascentista, como cartas, canções, sonetos e éclogas, nas quais revela um grande sentido lírico ao cantar, entre outros motivos, os rios portugueses. Produziu ainda poesia de temática religiosa.

1530 | POETA

Diogo Bernardes

foto: Carmo Montanha

vida e obra

Muito novo foi viver para Lisboa, onde frequentou autores ilustres da época, como Sá de Miranda, com o qual descobriu a sua paixão pelo lirismo italiano.

Ao regressar a Ponte da Barca, ocupou o cargo de tabelião, deixado pela morte de seu pai.

Além disso exerceu vários cargos nas cortes de D. Sebastião e de Filipe II, e foi incumbido pelo primeiro de cantar os seus projetados factos heroicos na expedição africana. Por isso acompanhou-o a Alcácer Quibir, onde ficou prisioneiro e onde veio então a compor, ao contrário do previsto, lamentações elegíacas em recordação do desastre marroquino. 


Conhecido como o Poeta do Lima, foi um poeta lírico, destacando-se sobretudo na poesia de inspiração bucólica.
A sua obra está reunida em três volumes: Rimas Várias ao Bom Jesus (1594), O Lima, reconhecidamente, a sua grande obra bucólica e as Rimas Várias-Flores do Lima, que reúne o principal do seu lirismo amoroso (1596).

“Que vistes meus olhos
Neste bem, que vistes
Que vos vejo tristes?”

Excerto de "Que vistes meus olhos" |

o poeta no parque

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Nota Biográfica

Nascimento: 1530 – Ponde da Barca

Morte: 1605 – Lisboa

poema

Leitura Poética

Dos diversos estudos efetuados sobre a vida e obra de Diogo Bernardes a escultora escolheu aquela que lhe permitisse representar aquilo que permanece em toda a sua poesia através de crismas fabulosas. Sente-se a sua grande solidão, adivinha-se a transformação que ele faz do real afetivamente e com um intimismo tão simples… As fontes, os rios, as ondas que os nossos olhos já são poesia, adensam-se numa superfície alongada, toda envolvida pela aragem e pela própria atmosfera, em formas simples e abertas. Adivinha-se a espiritualidade de alguns versos que serão ternamente gravados no bronze.” 

Parque dos PoetaS

Pétala 8

Escultor: Irene Vilar

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