Escultor

Flávio Miranda é um arquiteto de ascendência timorense, que reside e trabalha em Timor desde 2011, onde ocupa o cargo de assessor da cultura na Secretaria de Estado e Arte da Cultura. Em 2010, foi convidado a participar no projeto do Parque dos Poetas.

1977 | escultor

Flávio Miranda

foto: Carlos Santos

vida e obra

De nacionalidade portuguesa e ascendência timorense, nasceu em 1977. 
É Licenciado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL-2007). Frequentou no âmbito do programa Erasmus, a École Nationale Supérieure d’Architecture de Montpellier (ENSAM), França. 

Como Arquiteto, tem desenvolvido atividade em ateliers europeus, tendo residido e trabalhado em países como a Irlanda e a Áustria. 

Como Artista Plástico, desde 2002 que expõe os seus trabalhos na área da pintura em diversas coletivas em Portugal. 

Desde 2011, reside e trabalha em Timor, onde ocupa o cargo de Assessor da Cultura na Secretaria de Estado da Arte e da Cultura, Ministério do Turismo, em Díli.

O escultor no Parque dos Poetas

“Mas sem saber se tinha voz o mar
Ouvia a sua voz.
E sem saber se tinha vida ou não
Sentia a sua vida.”

excerto de Rota | 1965

Palavras do Escultor

“Apesar de os elementos serem reduzidos e simbólicos, esta obra não deixa de ser figurativa. Mas o figurativo mistura-se com o conceptual, pois a obra só se encontra completa com a sua vivência, contemplação e a livre interpretação/emoção por parte do espectador.
Proporcionar um percurso de silêncio pelas vitimas de Timor, através das palavras de Fernando Sylvan, e da contemplação desta floresta dos guerreiros – porque era onde eles se escondiam das tropas indonésias – é a intenção desta escultura/instalação. Tal como Fernando Sylvan, lutavam pela causa timorense, isto é, pela libertação de um povo”

Flávio Miranda in entrevista dada a “O Riachense”

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Nota Biográfica

Nascimento: 1977 – Portugal

Parque dos PoetaS

Pétala 38

Memória Descritiva

“É gratificante poder representar Fernando Sylvan, que se fez ouvir através da poesia, expressando as tradições e as lutas de um povo, num projeto desta dimensão… Foi divertido brincar com a s palavras e descobrir mais sobre uma cultura quase desconhecida (…)
Foi o aprofundar do conhecimento pela cultura que nasceu comigo mas que, devido à distância geográfica e à impossibilidade de visitar o país, que teve muitos altos e baixos, não foi vivida intensamente no meu dia-a-dia.” 

Localização