Escultora

Maria Clara Rebelo de Carvalho Menéres foi uma escultora e professora portuguesa. Autora de uma obra desassombrada e fora do comum, marcou várias correntes ao longo da sua carreira.
Produziu para o Santuário de Fátima a imagem da Pastora Jacinta (2000) e “O Anjo da Paz” (2016). A sua última obra foi a estátua de João Paulo II, inaugurada na Páscoa de 2018, na rotunda da Maia.

1943 | escultora

Clara Menéres

foto: Carmo Montanha

vida e obra

A 22 de Agosto de 1943 nasceu na Casa de Vilar, em S. Vítor, Braga, Maria Clara Rebelo de Carvalho Menéres.

Estudou escultura (cursos Superior e Complementar) na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo concluído a licenciatura em 1968, com a apresentação do trabalho “A Menina Amélia que vive na Rua do Almada”.

Nesses tempos passados na ESBAP, foi discípula dos mestres Barata Feyo, Lagoa Henriques, Heitor Cramez e Júlio Resende, e começou a expor. Estreou-se nas mostras coletivas nas Exposições Magnas da FBAUP, e individualmente, em 1967, na Galeria Borges de Aveiro, mostrando cerâmica.

Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian de 1978 a 1981, em Paris, doutorou-se em Etnologia pela Universidade Paris VII. Foi ainda Research Fellow do Center for Advanced Visual Studies do MIT (Massachusetts Institute of Technology, Estados Unidos,) entre finais dos anos oitenta e início dos anos 90.

Iniciou a atividade pedagógica na Escola Superior de Belas Artes do Porto; entre 1971 e 1996 foi professora na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (atual Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa), onde exerceu o cargo de Presidente do Conselho Diretivo de 1993 a 1996; foi Professora Associada e, depois, Professora Catedrática na Universidade de Évora, onde lecionou de 1996 a 2007.

Participou em inúmeras mostras coletivas, nomeadamente em Anos 60, Anos de Rutura: uma Perspetiva da Arte Portuguesa nos Anos Sessenta, inserida na programação de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura (Lisboa, Palácio Galveias, 1994).

Os temas dominante da sua obra escultórica são os mitos fundadores, e cultos solares, aquáticos, e essencialmente de fecundidade, a alegoria da morte,  a intervenção cívica, as reflexões científicas e filosóficas e as temáticas bíblicas.

A artista e professora dedicou-se também à investigação artística e à participação na vida cultural e política do país. Fez parte da I Conferência sobre A representação do Sagrado no Mundo da Imagem, associou-se ao Programa Cultural do Congresso Feminista 2008, no qual esteve patente o painel fotográfico “Clara Meneres. Escultura. Obra retrospetiva entre os anos 1968-1980”.

O escultor no Parque dos Poetas

“Perdoa, Amor, se não quero
Aceitar novo grilhão;
Quando quebraste o primeiro,
Quebraste-me o coração.”

excerto Sonho | 1844
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Nota Biográfica

Nascimento: 22 de agosto de 1943 – Braga

Morte: 10 de maio de 2018 – Lisboa

Parque dos PoetaS

Pétala 18

Localização