Escultor

Participou em várias exposições no país como no estrangeiro: Espanha, Barcelona, Itália, Roma, Marrocos, Casablanca, França, Paris, Marselha, Nice. A sua exposição mais recente teve lugar no Mónaco, sendo o único artista português convidado.

1930 | escultor

Laranjeira santos

foto: Carlos Santos

vida e obra

Laranjeira Santos nasceu em Lisboa, em 1930. Licenciou-se em Escultura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa diplomou-se, também, Licenciatura em Escultura na Accademia di Belle Arti di Roma, Itália.

Entre os anos de 1960 e 1962 foi-lhe atribuída uma Bolsa de Estudo pela Fundação Calouste Gulbenkian em Roma, Itália.

Foi docente no ensino secundário oficial, exercendo paralelamente a atividade como Escultor.

No ano de 1986 foi seleccionado, com mais dois escultores, num concurso público da Câmara Municipal de Lisboa para a realização do Monumento a Fernando Pessoa posteriormente interrompido.

Ao longo da sua carreira artística foi galardoado com várias distinções das quais se destacam: Prémio Nacional de Escultura – ANBA e Prémio Mestre Manuel Pereira – Salão dos Novíssimos. Tem realizado várias exposições individuais e coletivas. Está representado em coleções públicas e privadas.

O escultor no Parque dos Poetas

“Ó meus amigos! salvo-erro,
Juro-o pela alma, pelo céu!
Nenhum de vós, ao meu enterro,
Irá mais dandy, olhae! do que eu!”

excerto de "Ballada do Caixão" | 1892

Palavras do Escultor

“Era eu rapaz, teria 12, 13 anos, lembro-me muito bem de ouvir o meu tio Raul dizer muitas vezes ‘és um poeta‘, ‘Portugal é um país de poetas’. Penso que eu não enxergava, então, o alcance destas tão avisadas palavras, o que consegui anos mais tarde com o desabrochar, o desenvolvimento da minha sensibilidade,
da minha capacidade de aprofundar o sentido da linguagem poética.

O povo, o nosso povo, o povo simples, o das aldeias surpreende-nos com a sua espontaneidade, a sua sensibilidade poética, quando se põe a trovar. Quem não se lembra ainda das quadras soltas de cariz popular, ouvidas nas romarias, nas festas, nos arraiais? E a Alma dum povo, e a Alma dum país…

O meu tio Raul tinha razão. Uma plêiade de titãs, poetas, escreveram, ao longo dos séculos, em letras de oiro, os seus poemas abrangendo diversos estilos, temáticas, géneros (épico, lírico, erótico, burlesco) desde as cantigas trovadorescas, belíssimas e tão sinceras onde o português, como língua, começou a reafirmar – se, as poesias do período clássico, com o multifacetado Camões; depois o maneirista, o romântico, o modernista, o neo-realista, o surrealista. 

Grandes poetas, que pela sua vida e obra, não merecem de todo ser esquecidos; todos eles, desde o banco do liceu, sempre nos acompanharam. Foram para nós marcos, de tal maneira que alguns dos seus mais belos versos perduram na nossa memória, a ponto de os sabermos de cor (…)”.

Laranjeiras Santos in Oeiras em Revista Julho 2015

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Nota Biográfica

Nascimento: 1930 – Lisboa

Parque dos PoetaS

Pétala 30

Localização