Poeta

A procura e a caracterização da identidade do povo do seu arquipélago natal são elementos constantes na escrita de Jorge Barbosa.
A sua obra é das mais representativas da poesia africana de expressão portuguesa, destacando-se, para além de Arquipélago, as coletâneas Ambiente (Praia, 1941) e Caderno de um Ilhéu, que em 1956 recebeu o Prémio Camilo Pessanha da Agência-Geral do Ultramar.

1902 | POETA

Jorge Barbosa

foto: Carlos Santos

vida e obra

Jorge Barbosa é um dos mais significativos poetas na evolução da história da literatura cabo-verdiana.

A sua obra “Arquipélago” (1935) figura como um marco da modernidade, cabo-verdiana, rompendo com a dependência dos modelos metropolitanos e antecipa em meses o aparecimento da revista Claridade da qual foi um dos fundadores.

A poesia de Barbosa, telúrica e social, traz à luz do dia os problemas do arquipélago e do cabo-verdiano anónimo/irmão: a seca, a fome, a morte por inanição, a emigração, o isolamento, a insalubridade, são temas evocados pelo poeta na sua “radiografia do drama social do homem cabo-verdiano”.

“Este convite de toda a hora
que o Mar nos faz para a evasão!
Este desespero de querer partir
e ter que ficar!”

excerto de "Poema do Mar" | 1941

o poeta no parque

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Nota Biográfica

Nascimento: 22 de maio de 1902 – Ilha de Santiago, Cabo Verde
Morte: 06 de janeiro de 1971 – Cova da Piedade, Almada

Biografia

Mãos Dadas – JORGE BARBOSA interpretado por Lauro Moreira

Poema do Mar

Por João Villaret

Parque dos PoetaS

Pétala 36

Escultor: Leão Lopes

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